quarta-feira, setembro 26, 2012


Ancorada em minha própria solidão
Dedilhando mais um poema estúpido
Sem forças para levantar do chão
E uma melancolia que vem de súbito

O ar frio percorre a minha espinha
E traz consigo um arrepio assustador
Como hei de consertá-la, vida minha?
Você, que me causa tanto horror

Ou serei eu a causadora de tudo:
Problemas, angústias e devaneios?
Eu e esse coração triste e mudo
Cheio de medos, desejos e anseios

terça-feira, setembro 25, 2012


Três, dois... BOOM!
O coração dentro de uma bomba atômica
Prestes a explodir uma galáxia inteira
Transformando os planetas em pó

Borboletas no estômago, como dizem,
Não causam enjoos depois de um tempo?
Na ansiedade de viver a vida
Acabei esquecendo de vivê-la

As flores são bonitas na primavera
Mas logo murcham e desaparecem
Quando a chuva for embora
As lágrimas irão com ela?

terça-feira, agosto 14, 2012



No céu de Amy
As lágrimas secam antes de cair
A alma, leve, flutua pelo ar
O sofrimento é impossível de sentir

É chegada a hora de descansar
Seu corpo não podia mais com a dor
Agora ela poderá, enfim
Saber o que é a paz, o que é o amor

Outra etapa começou
Nada que houve foi em vão
E ela nunca mais irá
De volta para a escuridão

(Escrita em 23/07/2011)

quinta-feira, junho 21, 2012


Há algo de errado na estrada
Não consigo encontrar meu lugar
Ando por aí, desesperada
Sem saber aonde vou chegar

A escuridão invadiu o céu
E cobriu tudo que era iluminado
Como abelhas sedentas por mel
As trevas querem meu ser condenado

Nenhum tipo de salvação
Ou final feliz previsível
Quero o prazer da libertação
A realidade crua e indivisível

sexta-feira, junho 15, 2012



Quero entrar no teu labirinto
Me perder nos teus pensamentos
Viver o teu pesadelo
Sofrer os teus sofrimentos

Quero me perder pra sempre
Nessa deliciosa insanidade
Ficar pra sempre no seu mundo
E dar adeus à realidade

Quero dormir teu sono profundo
Sonhar com teus abraços
Delirar com a sua existência
E acordar nos teus braços

domingo, maio 13, 2012


Desde o dia do encontro das nossas almas
Eu sinto que sempre estive com você
E você sempre esteve comigo

Quero te salvar daquilo que já foi
Quero te tirar do inferno que já foi vivido
Quero passar mais essa noite contigo

Como explicar essa saudade maldita,
Essa obsessão que tomou conta de mim
E esse fantasma que eu não quero espantar?

LOVE, HATE, LOVE

terça-feira, março 27, 2012


 A vida saiu dos trilhos novamente
E eu me enfiei de novo naquela maldita teia
Não consigo mais controlar a minha mente
Muito menos essa angústia que me rodeia

No reflexo do espelho, aquele velho rosto imundo
Que um dia foi meu... Ou continua sendo?
No fundo de mim mesma, aquele desgosto profundo
E a felicidade de minha alma esmorecendo

Pareço não pertencer a lugar algum
E buscar aceitação em um caminho sem fim
Mas se eu desistir e não lutar mais
Quem é que poderá fazê-lo por mim?

sexta-feira, agosto 26, 2011


Sem bebê, e sem beber
Sem motivo algum para alegrar
Sem festa ou festim
Sem vontade alguma de dançar

No ar, uma música tão empolgante
Que pra mim soa como insulto
Um desrespeito diante do que sinto
Este sentimento tão triste quanto oculto.

segunda-feira, abril 25, 2011


 E nesse conto de fadas distorcido
Não existe fada nem encanto
Apenas um desejo envelhecido
 E um coração de eterno pranto

A carruagem ainda não apareceu
Ainda estou em trapos, a esperar
A realização daquele antigo sonho meu
Quando a fada-madrinha chegar

Mas a noite cai adentro, sem mais
Apenas o som do vento a soprar
Passou-se o tempo de esperar demais
O que resta é a realidade encarar.

segunda-feira, março 14, 2011

E então todos estavam de partida
A música alegre chegava ao fim
Apenas ela e sua imagem refletida
Coexistindo naquele estranho confim

Os antigos fantasmas a rodeavam
Assombrando-na sem piedade
E as alegrias que ali moravam
Perderam sua data de validade

Cada lágrima virava um diamante
Sucumbindo tilintante ao chão
O pranto virou música num instante
E fez iluminar toda aquela escuridão

sexta-feira, março 04, 2011


Não quero mais pertencer a esse lugar
Não quero mais esse ar, esses sons
Não quero mais tantas grades e algemas
Não quero mais me contentar com sonhos bons

Cansei de vestir minha máscara de sorrisos
E festejar como se tudo estivesse bem
Enquanto meu rosto está repleto de lágrimas
E minha alma não agüenta mais ser alguém

sábado, dezembro 18, 2010

Era um caminho escuro e tortuoso
Cheio de promessas não cumpridas
Tão repleto de planos frustrados
E de expectativas corroídas

Dentro daquele universo
Aquela sonhadora se perdeu
Sem rumo, sem saída
À tristeza ela se rendeu

Não lhe resta mais amor-próprio
Apenas a solidão de ser vazio
Em cada esquina, um desamor
A cada choro transborda um rio

quarta-feira, dezembro 08, 2010

Ela demorou pra perceber
Suas rédeas em mãos alheias
Não era ela quem tinha o poder
De desviar daquelas ruas tão feias

Tapou os olhos, mas de nada adiantou
O ruído ainda entrava em seus ouvidos
"Vou acabar logo com isso!", ela pensou
Despertando seus desejos adormecidos.

terça-feira, dezembro 07, 2010


Só queria que minhas palavras pudessem voar
Dançando pela madrugada fria e calma
E chegassem até você, num leve sussurrar
Acalentando seu coração e sua alma

Sem dor ou pranto para lhe atormentar
Só o amor e a esperança restariam
Um mundo inteiro começaria a brotar
Em frente aos olhos que antes sofriam

O Sol traria consigo toda a luz que se possa ver
Fazendo raiar um dia repleto de cores
Um dia para recomeçar a viver
Apagando de vez todas as dores.

terça-feira, outubro 19, 2010

Ouvindo Jeff cantar baixinho
E o computador a roncar
Vejo a vida passar devagarinho
Sinto minha cabeça latejar


Comprimidos, lâmina, punhal
Uma solução qualquer serviria
Para cessar essa dor infernal
Que me atormenta a cada dia


Uma vontade de não ser mais nada
E de ser tudo, ao mesmo tempo
De ser tragada pela madrugada
Virar fumaça misturada ao vento

quinta-feira, outubro 14, 2010

Borboleta encasulada
É crisálida, inerte e solitária
Engaiolada em si mesma
Na escuridão involuntária

Lagarta livre e rastejante
Foi deixada pelo trajeto
O que restou foi uma casca
E um coração inquieto

Em um lindo dia de Sol
E luz de imenso esplendor
Sua casca então se abrirá
Para seu espanto e louvor

Asas pesadas e úmidas
O vento poderá então secar
Espere então, paciente
Até que elas sirvam pra voar

É hora de aprumar as asas
E voar por toda a cidade
E viver só pra sentir
O doce sabor da liberdade

terça-feira, agosto 31, 2010

Meu corpo cansado estremece
Minha mente parece não aguentar
Essa dor que minha alma já conhece
Chega sem ter hora pra voltar

Perdi as crenças e ilusões
E não enxergo nada além do real
O que me resta são as canções
E este estranho vendaval

Uma dor que não tem começo
E que parece não ter fim
Às vezes até enlouqueço
E acho que foi feita pra mim

sexta-feira, agosto 13, 2010

Quero ser tua sereia
Ó, meu doce marinheiro
Te encontar em alto mar
E sacudir o teu veleiro

Entoar uma linda canção
E deixá-lo encantado
Sem chance de reação
Totalmente acorrentado

Te levarei ao fundo do mar
Aonde serás meu rei
Lá poderei te amar
Pra sempre sua eu serei

sexta-feira, junho 18, 2010

O rádio voltou a falar comigo
Não quero mais escutar
Já não faz mais nenhum sentido
O que ele tem pra me falar

Palavras fúteis e ruídos
Me deixam deveras perturbada
Sono e sonhos destruídos
Digo "Bom dia" à Madrugada!

Meus dedos doem ao escrever
E neles, o esmalte descascado
Já não quero mais te ver
Só te ter aqui do meu lado

terça-feira, junho 15, 2010

Ela continua no mesmo lugar
À espera do que não chegou
Procurando encontrar um olhar
E o ônibus que não passou

Seu café não chegou à mesa
Nem sua companhia pro jantar
Continua sozinha e presa
Sem ninguém para lhe soltar

Os ponteiros se arrastam devagar
E o mundo parece ter parado
As horas parecem nem passar
O dia é mais que demorado

A paciência, afinal, se esgotou
Não era mais possível fingir
O café, pelo visto, esfriou
E a companhia parece não existir.