quarta-feira, março 13, 2013


Não quero implorar por abraços
Nem chorar sozinha na madrugada
Não quero correr atrás dos seus passos
Até cansar e ser abandonada

Morrendo na praia deserta da solidão
Náufraga de minha própria fraqueza
Na noite, somente eu e a escuridão
Contemplamos a melancolia da natureza

A lua está cheia desses lamentos
Desta poetisa tão mal-sucedida
Um ser humano cheio de tormentos
Sem saber o que fazer com a própria vida

terça-feira, fevereiro 19, 2013


Eu te conheci em uma madrugada
Em que seu choro era o único som
Imediatamente, fiquei emocionada
Com você, pequeno anjinho bom

Você demonstrou medo e hesitação
De quem não confia nesse mundo
E eu realmente não tiro a sua razão
Pois conheço bem esse planeta imundo

Eu queria te colocar nos braços
E fazer você dormir em paz
Infelizmente, agora seus passos
Já não me pertencem mais

Mas eu continuarei por aqui
Com a porta aberta a te esperar
Quem sabe um dia você possa vir
Quem sabe um dia possa voltar

segunda-feira, janeiro 21, 2013


 A ganância drena a vida
Vida frágil, que se esvai lentamente
Faz sangrar a dolorosa ferida
Que seca, exposta ao Sol incandescente

A única água que molha aquele solo
São as lágrimas do velho boiadeiro
Que traz dor e tristeza a tiracolo
E vê a vida valer menos que dinheiro

Entre os urubus e os xiquexiques
A morte é certeira e vagarosa
E não há nada que justifique
O abandono dessa terra silenciosa.

quarta-feira, dezembro 26, 2012


Sua imensa grandeza é apenas ilusão,
Somos todos igualmente insignificantes.
Diante do universo e sua imensidão,
Somos pedaços de poeira ambulantes.

Aquela teoria que você mesmo criou
Pra determinar sua suposta superioridade,
Só serve mesmo para quem inventou
Disfarçar a sua verdadeira identidade.

"Mais especial que o resto do mundo",
É assim que ele se afirma e se sente;
Mal sabe ele que, bem lá no fundo,
Ele é exatamente igual a toda gente.

quinta-feira, dezembro 13, 2012



O espelho me quebra em mil pedaços
Sete anos de azar... ou uma vida inteira?
Olho e refaço cada um dos meus traços
Aqueles dos quais me tornei prisioneira

Meu corpo agora é motivo de horror
Minhas formas não agradam ao olhar
No meu olhar, apenas tristeza e temor
Em minha alma, o eterno quase chorar

Algemada à minha imensa solidão
Acomodada ao meu mundo cinzento
Sem esperança de mudar de direção
Amparada em meu infinito lamento

quinta-feira, dezembro 06, 2012



Conheçam os maravilhosos relacionamentos de plástico
Aonde não existem crises reais ou conversas profundas
Mude-se para um mundo imaginário e fantástico
Com suas declarações rasas e mentiras imundas

O amor baseado na beleza de uma fotografia
Cenas ensaiadas como as de um filme qualquer
As palavras e atitudes não precisam ter serventia
E você tem o poder de fingir ser quem quiser

- Nós contra o mundo!, que romântico seria
No nosso filme poderia ser exatamente assim
Sei exatamente o que eu faria, o que eu diria
Só não sei o que acontece depois do FIM

quarta-feira, novembro 28, 2012


Bailarina dança no asfalto
Com seu tutu rosa e sonhos cinzentos
Ilumina tudo por onde passa
Com seu bailar ao soprar do vento

Sapatilha de ponta empoeirada
Atmosfera fria de concreto e tristeza
Seu balé traz o caos na essência
Seu olhar, a mais triste incerteza

Dance, pequena, dance sem parar
Mesmo que seus olhos estejam chovendo
Mesmo que a vida pareça não ser
Mesmo que sua alma esteja morrendo

Dance até que o mundo desabe
Dance até que a gente se transforme
Em pequenas partículas no ar
Grãos de poeira num cenário disforme

terça-feira, outubro 02, 2012


Teu silêncio me mata aos poucos
A luz do celular me cega
As minhas lágrimas não cessam
O teu ronco me irrita
O cachorro late
Na nossa cama tem um muro
No meu coração tem um buraco.

quarta-feira, setembro 26, 2012


Ancorada em minha própria solidão
Dedilhando mais um poema estúpido
Sem forças para levantar do chão
E uma melancolia que vem de súbito

O ar frio percorre a minha espinha
E traz consigo um arrepio assustador
Como hei de consertá-la, vida minha?
Você, que me causa tanto horror

Ou serei eu a causadora de tudo:
Problemas, angústias e devaneios?
Eu e esse coração triste e mudo
Cheio de medos, desejos e anseios

terça-feira, setembro 25, 2012


Três, dois... BOOM!
O coração dentro de uma bomba atômica
Prestes a explodir uma galáxia inteira
Transformando os planetas em pó

Borboletas no estômago, como dizem,
Não causam enjoos depois de um tempo?
Na ansiedade de viver a vida
Acabei esquecendo de vivê-la

As flores são bonitas na primavera
Mas logo murcham e desaparecem
Quando a chuva for embora
As lágrimas irão com ela?

terça-feira, agosto 14, 2012



No céu de Amy
As lágrimas secam antes de cair
A alma, leve, flutua pelo ar
O sofrimento é impossível de sentir

É chegada a hora de descansar
Seu corpo não podia mais com a dor
Agora ela poderá, enfim
Saber o que é a paz, o que é o amor

Outra etapa começou
Nada que houve foi em vão
E ela nunca mais irá
De volta para a escuridão

(Escrita em 23/07/2011)

quinta-feira, junho 21, 2012


Há algo de errado na estrada
Não consigo encontrar meu lugar
Ando por aí, desesperada
Sem saber aonde vou chegar

A escuridão invadiu o céu
E cobriu tudo que era iluminado
Como abelhas sedentas por mel
As trevas querem meu ser condenado

Nenhum tipo de salvação
Ou final feliz previsível
Quero o prazer da libertação
A realidade crua e indivisível

sexta-feira, junho 15, 2012



Quero entrar no teu labirinto
Me perder nos teus pensamentos
Viver o teu pesadelo
Sofrer os teus sofrimentos

Quero me perder pra sempre
Nessa deliciosa insanidade
Ficar pra sempre no seu mundo
E dar adeus à realidade

Quero dormir teu sono profundo
Sonhar com teus abraços
Delirar com a sua existência
E acordar nos teus braços

domingo, maio 13, 2012


Desde o dia do encontro das nossas almas
Eu sinto que sempre estive com você
E você sempre esteve comigo

Quero te salvar daquilo que já foi
Quero te tirar do inferno que já foi vivido
Quero passar mais essa noite contigo

Como explicar essa saudade maldita,
Essa obsessão que tomou conta de mim
E esse fantasma que eu não quero espantar?

LOVE, HATE, LOVE

terça-feira, março 27, 2012


 A vida saiu dos trilhos novamente
E eu me enfiei de novo naquela maldita teia
Não consigo mais controlar a minha mente
Muito menos essa angústia que me rodeia

No reflexo do espelho, aquele velho rosto imundo
Que um dia foi meu... Ou continua sendo?
No fundo de mim mesma, aquele desgosto profundo
E a felicidade de minha alma esmorecendo

Pareço não pertencer a lugar algum
E buscar aceitação em um caminho sem fim
Mas se eu desistir e não lutar mais
Quem é que poderá fazê-lo por mim?

sexta-feira, agosto 26, 2011


Sem bebê, e sem beber
Sem motivo algum para alegrar
Sem festa ou festim
Sem vontade alguma de dançar

No ar, uma música tão empolgante
Que pra mim soa como insulto
Um desrespeito diante do que sinto
Este sentimento tão triste quanto oculto.

segunda-feira, abril 25, 2011


 E nesse conto de fadas distorcido
Não existe fada nem encanto
Apenas um desejo envelhecido
 E um coração de eterno pranto

A carruagem ainda não apareceu
Ainda estou em trapos, a esperar
A realização daquele antigo sonho meu
Quando a fada-madrinha chegar

Mas a noite cai adentro, sem mais
Apenas o som do vento a soprar
Passou-se o tempo de esperar demais
O que resta é a realidade encarar.

segunda-feira, março 14, 2011

E então todos estavam de partida
A música alegre chegava ao fim
Apenas ela e sua imagem refletida
Coexistindo naquele estranho confim

Os antigos fantasmas a rodeavam
Assombrando-na sem piedade
E as alegrias que ali moravam
Perderam sua data de validade

Cada lágrima virava um diamante
Sucumbindo tilintante ao chão
O pranto virou música num instante
E fez iluminar toda aquela escuridão

sexta-feira, março 04, 2011


Não quero mais pertencer a esse lugar
Não quero mais esse ar, esses sons
Não quero mais tantas grades e algemas
Não quero mais me contentar com sonhos bons

Cansei de vestir minha máscara de sorrisos
E festejar como se tudo estivesse bem
Enquanto meu rosto está repleto de lágrimas
E minha alma não agüenta mais ser alguém

sábado, dezembro 18, 2010

Era um caminho escuro e tortuoso
Cheio de promessas não cumpridas
Tão repleto de planos frustrados
E de expectativas corroídas

Dentro daquele universo
Aquela sonhadora se perdeu
Sem rumo, sem saída
À tristeza ela se rendeu

Não lhe resta mais amor-próprio
Apenas a solidão de ser vazio
Em cada esquina, um desamor
A cada choro transborda um rio