quarta-feira, maio 21, 2014
terça-feira, março 18, 2014
Quero olhar dentro dos seus olhos
E sentir sua energia a me invadir
Quero sua alma junto da minha
Num delicioso abraço a se unir
Quero ouvir suas doces palavras
Ao som da sua rouca voz a me envolver
Quero sentir seus cheiros, seus aromas
Numa mistura inebriante em meu ser
Quero fazer poesias pra te encantar
E tentar expressar o que sinto aqui dentro
Quero sua boca então poder beijar
E eternizar esse tão esperando momento
quinta-feira, janeiro 23, 2014
Clica, clica, compartilha, atualiza
Gargalha na web enquanto esboça um sorriso amarelo
Fica entediada enquanto a tela desliza
Espera por algum sentimento que seja sincero
Almeja uma vida que lhe escapa pelos dedos
Cada vez que olha para a tela de ilusões
Mas na vida real, ela é tão cheia de medos
Que prefere evitar tantas decepções
As palavras parecem escapar da mente
Mesmo que a cabeça não pare de pensar
Enquanto o cursor pisca, insistente,
Ela busca uma maneira de se expressar
Prefere sonhar com uma vida não vivida
Do que encarar esta que lhe foi dada
Prefere encarar a solidão dessa vida
Na companhia da silenciosa madrugada
domingo, janeiro 12, 2014
Carta àquele que um dia existiu
Você está em cada passo que dou
Em cada sorriso que deixo de dar
Em cada lugar que eu vou
Em cada foto que insisto em olhar
Saber que você não vai voltar
Que nunca mais estará por perto
Que não vou mais te tocar
Que o nosso reencontro é incerto
Tudo isso me despedaça
Me enche de desespero e de dor
Por mais que eu saiba que a vida passa
E que a saudade é consequência do amor
Eu sei que nada vai te trazer de volta
Nem o meu desejo de ter sido diferente
Sei que te amei da minha maneira meio torta
Também sei que preciso seguir em frente
Me desculpe se não fui boa o suficiente
As coisas não deveriam ter sido assim
E o que me deixa mais descontente
É saber que essa carta é só pra mim
domingo, dezembro 15, 2013
- Tem alguém aí do outro lado?
- Tem alguém aí em cima, olhando?
Ninguém respondeu ao chamado
O silêncio permaneceu calando
Não, não tem ninguém aí fora
Mas tem alguém aqui dentro de mim
Com um sentimento que pulsa, aflora
E uma vontade imensa de dizer sim
Há um caminho inteiro a ser percorrido
Uma vida pedindo pra ser vivida
Um passado precisando ser esquecido
Um novo e promissor ponto de partida...
quinta-feira, novembro 28, 2013
A vida se tornou um interminável pesadelo
Uma eterna sensação de devaneio
Apatia, consternação, desmazelo
Confusão, remorso e bloqueio
Lembranças que vêm do nada
Como uma avalanche a me soterrar
Me deixam no chão, estirada
Sem força alguma para levantar
Falta um pedaço imenso de mim
Que você levou consigo ao partir
É uma dor pesada e sem fim
Saber que você foi e me deixou aqui.
quarta-feira, novembro 27, 2013
Nem todas as lágrimas do mundo seriam capazes de expressar o tamanho da tristeza que sinto nesse momento. Saber que aquele adeus foi pra sempre, que aquele último toque na sua patinha foi realmente o último, que eu nunca mais vou poder te colocar no colo...
nunca mais é tempo demais!
Você foi meu anjinho, meu diabinho, meu menino, minha bola de pelos, meu bochechudo, meu gordo, meu companheiro, meu rei do mau-humor, meu sobrinho gato mais lindo desse mundo e eu nunca quero esquecer da sua maneira de ser, suas manias, seus gestos, suas implicâncias, tudo em você que vai fazer tanta falta.
Nesses quase 9 anos de vida, você foi muito amado e eu fiz tudo que pude pra que você soubesse disso todos os dias, com meus beijos, abraços, carinhos e brincadeiras. Ah, as brincadeiras... como você gostava de passar as madrugadas correndo e se escondendo pela casa, à espreita pra me assustar!
Vou demorar pra perder a mania de abrir a porta do banheiro com cuidado, pois você sempre estava lá encostado na porta, prestes a ser pisoteado por algum desavisado que saísse de lá. Aliás, fazer a gente quase te pisotear era sua especialidade, principalmente quando passávamos pela cozinha e você corria na nossa frente, fazendo aquele barulho de pombo e quase nos derrubando no chão. E por falar em cozinha, seu gosto refinado para comidas era inacreditável. Não gostava de quase nada além de ração, mas ficava louco quando sentia cheiro de café, scones e cupcakes de chocomenta, seus pratos exóticos favoritos!
A cama vai ficar mais vazia sem você, sem suas patinhas afofando o edredom, sem seus arranhões quando acordava assustado com algum movimento brusco de pés humanos. Ai, como vou sentir saudade dos seus arranhões, de contar sorrindo o porquê daquelas marcas no meu corpo e lembrar por dias de algo que você tinha aprontado.
Vou sentir falta da sua cara de desdém, da sua raiva quando alguém pegava na sua barriga, do carinho que a gente fazia na sua orelha e te dava coceira, das suas patinhas escorregando no chão quando você corria de algo que te assustava, do seu ronco quando dormia profundamente, do seu jeito de "insultar" quem passava perto demais de onde você estava, do seu jeito desastrado de comer ração e derrubar vários grãos ao redor da tigela, da delicadeza que você tinha ao beber água, do seu jeito de passar pelas nossas pernas meio "sem querer", da sua falta de habilidade pra enterrar as coisas na caixinha de areia (e do barulho das suas patas arranhando tudo que estivesse ao redor), da fungadinha que você costumava dar na minha boca quando eu me aproximava do seu rostinho.
Vai em paz, meu amor, que eu vou ficar aqui te amando pra sempre.
Para Salem (2005 - 2013)
Vai em paz, meu amor, que eu vou ficar aqui te amando pra sempre.
Para Salem (2005 - 2013)
sexta-feira, novembro 22, 2013
Às vezes parece que a gente tá fazendo tudo errado.
É como se a vida fosse uma incontável sucessão de erros, um ciclo interminável de desastres.
Nada parece fazer sentido quando deito a cabeça no travesseiro.
Minhas ideias, sentimentos e fracassos formam um emaranhado de coisas que não me deixam dormir... e depois não me deixam acordar daqueles sonhos malucos que não dizem nada... ou dizem tudo?
Cada vez que ajo com um pouco de decência, sou tratada como uma completa imbecil que não sabe o que faz (ou fala). Mas, pra mim, ELES é que são absurdos, ELES é que não enxergam além do próprio universo.
Será que estou errada em tentar me colocar no lugar do outro? Ou eu deveria me colocar no meu próprio lugar e não sair de lá nunca mais?
terça-feira, novembro 12, 2013
terça-feira, novembro 05, 2013
Já fui tantas que nem sei mais
Quem eu fui ou quem eu sou
Às vezes parece simples demais
Sou apenas aquilo que restou
Mas o que será que foi?
O que será que continua aqui?
O que será que insisto ser
Nessa difícil tarefa de existir?
Uma amálgama de emoções
Reside em minha alma inquieta
Medos, angústias, indecisões
E a certeza de uma vida incerta.
segunda-feira, setembro 23, 2013
Estou cansada.
Cansada dos telejornais sensacionalistas,
das comédias românticas cheias de clichê,
desse calor infernal que queima a minha pele,
dessa angústia que nunca passa.
Estou cansada.
Cansada de me preocupar com as contas do mês,
dessa minha mania de nunca terminar o que começo,
dessa minha mania de nunca terminar o que começo,
de não ter esperança de que venham dias melhores,
de passar as tardes olhando para essa tela de mentiras,
de não ter coragem de me libertar.
Estou cansada.
Cansada de frases ridículas de autoajuda,
de me sentir inadequada, fora do meu lugar,
de ser tudo aquilo que eu mais odeio,
de suportar pessoas insuportáveis,
de ter que omitir minhas ideias.
Cansei.
domingo, julho 28, 2013
A chuva forte encharcava minha roupa e entrei na primeira porta que encontrei aberta. Parecia um galpão, mas aos poucos fui me dando conta de onde estava... era um hospital.
Em meio à movimentação, vi um homem carregando uma criança. A menina, loira e angelical, devia ter uns sete anos de idade e veio parar nos meus braços de um maneira tão rápida que nem soube ao certo como. Ela ardia em febre e eu tentava acalmá-la, acariciando seus cabelos, seu rostinho e... -AI! - ela me deu uma mordida tão forte que me fez soltá-la, e saiu correndo, com aquela camisola branca e comprida.
Em meio à movimentação, vi um homem carregando uma criança. A menina, loira e angelical, devia ter uns sete anos de idade e veio parar nos meus braços de um maneira tão rápida que nem soube ao certo como. Ela ardia em febre e eu tentava acalmá-la, acariciando seus cabelos, seu rostinho e... -AI! - ela me deu uma mordida tão forte que me fez soltá-la, e saiu correndo, com aquela camisola branca e comprida.
Olhei para minha mão, e ela sangrava pelas marcas dos pequenos dentes da menina. Por instinto, suguei aquele sangue e cuspi no chão, como quem tenta retirar um veneno de cobra e logo procurei um banheiro para lavar o ferimento. Entrei numa portinha pequena e lavei a mão, que já sangrava bem menos.
Ao sair, percebi um clima diferente, um ar de preocupação bastante perceptível entre os funcionários do hospital, que pareciam cautelosos e com um pouco de medo. Aquele clima atiçou minha curiosidade e resolvi entrar na outra parte do hospital, onde haviam os quartos e consultórios. Ao entrar, ouvi uma conversa sobre algum "vírus" e logo percebi que se tratava daquela menina que eu carreguei nos braços. Aquilo me deu um arrepio na espinha e resolvi procurá-la, mesmo sabendo que poderia ser um encontro não tão agradável. Ao observar o longo corredor, vi que ela estava lá no final, parada, me observando. Meu instinto mais uma vez falou mais alto e eu a segui.
Cada vez que eu parecia me aproximar, ela caminhava mais um pouco e a sensação era a de estar em um labirinto. Eram tantas portas e corredores que eu não saberia voltar sem a ajuda de um funcionário ou um mapa, então decidi seguir. Em um certo momento, ela desapareceu e eu fiquei com um medo terrível de que ela aparecesse de novo. Na verdade, eu estava torcendo para não encontrá-la.
Cada vez que eu parecia me aproximar, ela caminhava mais um pouco e a sensação era a de estar em um labirinto. Eram tantas portas e corredores que eu não saberia voltar sem a ajuda de um funcionário ou um mapa, então decidi seguir. Em um certo momento, ela desapareceu e eu fiquei com um medo terrível de que ela aparecesse de novo. Na verdade, eu estava torcendo para não encontrá-la.
Em um dos milhares de corredores, vi uma porta diferente, toda feita em madeira. Quando abri a porta, me deparei com uma espécie de auditório, com um palco contendo quatro enormes poltronas. Na plateia, havia sete pessoas, que viraram seus rostos imediatamente. Seus olhos, completamente brancos, me encararam de uma maneira que ninguém nunca tinha me encarado antes...
sexta-feira, junho 28, 2013
Estou cheia desse vazio
Estou prestes a explodir
Uma imensidão de nada
Cresce dentro de mim
Ausente do meu corpo
Presente na minha solidão
Cercada de sons irritantes
(E uma melodia que acalenta)
Pensamentos confusos
Sentimentos desencontrados
Palavras sem nexo
Rimas perdidas
E o que fazer com essa saudade
Que eu sei que nunca vai passar?
quinta-feira, abril 04, 2013
Hoje eu vi você ir embora
Sem ao menos se afastar de mim
Vi também os fantasmas de outrora
Anunciarem o aterrorizante fim
Uma história que acabou sem ponto final
Numa falta de resolução reticente
Entre vírgulas e lições de moral
Restou o sofrimento, cruel e latente
Desaprendi a tocar seu corpo
E a minha boca não consegue proferir
Que esse sentimento, estranho e torto
É uma vontade incontrolável de ir
Será que iremos? Será que fomos
Algo que nunca será novamente?
Será que ainda assim, ainda somos
Uma história que seguirá em frente?
quarta-feira, março 13, 2013
Não quero implorar por abraços
Nem chorar sozinha na madrugada
Não quero correr atrás dos seus passos
Até cansar e ser abandonada
Morrendo na praia deserta da solidão
Náufraga de minha própria fraqueza
Na noite, somente eu e a escuridão
Contemplamos a melancolia da natureza
A lua está cheia desses lamentos
Desta poetisa tão mal-sucedida
Um ser humano cheio de tormentos
Sem saber o que fazer com a própria vida
terça-feira, fevereiro 19, 2013
Eu te conheci em uma madrugada
Em que seu choro era o único som
Imediatamente, fiquei emocionada
Com você, pequeno anjinho bom
Você demonstrou medo e hesitação
De quem não confia nesse mundo
E eu realmente não tiro a sua razão
Pois conheço bem esse planeta imundo
Eu queria te colocar nos braços
E fazer você dormir em paz
Infelizmente, agora seus passos
Já não me pertencem mais
Mas eu continuarei por aqui
Com a porta aberta a te esperar
Quem sabe um dia você possa vir
Quem sabe um dia possa voltar
segunda-feira, janeiro 21, 2013
A ganância drena a vida
Vida frágil, que se esvai lentamente
Faz sangrar a dolorosa ferida
Que seca, exposta ao Sol incandescente
A única água que molha aquele solo
São as lágrimas do velho boiadeiro
Que traz dor e tristeza a tiracolo
E vê a vida valer menos que dinheiro
Entre os urubus e os xiquexiques
A morte é certeira e vagarosa
E não há nada que justifique
O abandono dessa terra silenciosa.
quarta-feira, dezembro 26, 2012
Sua imensa grandeza é apenas ilusão,
Somos todos igualmente insignificantes.
Diante do universo e sua imensidão,
Somos pedaços de poeira ambulantes.
Aquela teoria que você mesmo criou
Pra determinar sua suposta superioridade,
Só serve mesmo para quem inventou
Disfarçar a sua verdadeira identidade.
"Mais especial que o resto do mundo",
É assim que ele se afirma e se sente;
Mal sabe ele que, bem lá no fundo,
Ele é exatamente igual a toda gente.
quinta-feira, dezembro 13, 2012
O espelho me quebra em mil pedaços
Sete anos de azar... ou uma vida inteira?
Olho e refaço cada um dos meus traços
Aqueles dos quais me tornei prisioneira
Meu corpo agora é motivo de horror
Minhas formas não agradam ao olhar
No meu olhar, apenas tristeza e temor
Em minha alma, o eterno quase chorar
Algemada à minha imensa solidão
Acomodada ao meu mundo cinzento
Sem esperança de mudar de direção
Amparada em meu infinito lamento
quinta-feira, dezembro 06, 2012
Conheçam os maravilhosos relacionamentos de plástico
Aonde não existem crises reais ou conversas profundas
Mude-se para um mundo imaginário e fantástico
Com suas declarações rasas e mentiras imundas
O amor baseado na beleza de uma fotografia
Cenas ensaiadas como as de um filme qualquer
As palavras e atitudes não precisam ter serventia
E você tem o poder de fingir ser quem quiser
- Nós contra o mundo!, que romântico seria
No nosso filme poderia ser exatamente assim
Sei exatamente o que eu faria, o que eu diria
Só não sei o que acontece depois do FIM
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