terça-feira, março 27, 2012


 A vida saiu dos trilhos novamente
E eu me enfiei de novo naquela maldita teia
Não consigo mais controlar a minha mente
Muito menos essa angústia que me rodeia

No reflexo do espelho, aquele velho rosto imundo
Que um dia foi meu... Ou continua sendo?
No fundo de mim mesma, aquele desgosto profundo
E a felicidade de minha alma esmorecendo

Pareço não pertencer a lugar algum
E buscar aceitação em um caminho sem fim
Mas se eu desistir e não lutar mais
Quem é que poderá fazê-lo por mim?

sexta-feira, agosto 26, 2011


Sem bebê, e sem beber
Sem motivo algum para alegrar
Sem festa ou festim
Sem vontade alguma de dançar

No ar, uma música tão empolgante
Que pra mim soa como insulto
Um desrespeito diante do que sinto
Este sentimento tão triste quanto oculto.

segunda-feira, abril 25, 2011


 E nesse conto de fadas distorcido
Não existe fada nem encanto
Apenas um desejo envelhecido
 E um coração de eterno pranto

A carruagem ainda não apareceu
Ainda estou em trapos, a esperar
A realização daquele antigo sonho meu
Quando a fada-madrinha chegar

Mas a noite cai adentro, sem mais
Apenas o som do vento a soprar
Passou-se o tempo de esperar demais
O que resta é a realidade encarar.

segunda-feira, março 14, 2011

E então todos estavam de partida
A música alegre chegava ao fim
Apenas ela e sua imagem refletida
Coexistindo naquele estranho confim

Os antigos fantasmas a rodeavam
Assombrando-na sem piedade
E as alegrias que ali moravam
Perderam sua data de validade

Cada lágrima virava um diamante
Sucumbindo tilintante ao chão
O pranto virou música num instante
E fez iluminar toda aquela escuridão

sexta-feira, março 04, 2011


Não quero mais pertencer a esse lugar
Não quero mais esse ar, esses sons
Não quero mais tantas grades e algemas
Não quero mais me contentar com sonhos bons

Cansei de vestir minha máscara de sorrisos
E festejar como se tudo estivesse bem
Enquanto meu rosto está repleto de lágrimas
E minha alma não agüenta mais ser alguém

sábado, dezembro 18, 2010

Era um caminho escuro e tortuoso
Cheio de promessas não cumpridas
Tão repleto de planos frustrados
E de expectativas corroídas

Dentro daquele universo
Aquela sonhadora se perdeu
Sem rumo, sem saída
À tristeza ela se rendeu

Não lhe resta mais amor-próprio
Apenas a solidão de ser vazio
Em cada esquina, um desamor
A cada choro transborda um rio

quarta-feira, dezembro 08, 2010

Ela demorou pra perceber
Suas rédeas em mãos alheias
Não era ela quem tinha o poder
De desviar daquelas ruas tão feias

Tapou os olhos, mas de nada adiantou
O ruído ainda entrava em seus ouvidos
"Vou acabar logo com isso!", ela pensou
Despertando seus desejos adormecidos.

terça-feira, dezembro 07, 2010


Só queria que minhas palavras pudessem voar
Dançando pela madrugada fria e calma
E chegassem até você, num leve sussurrar
Acalentando seu coração e sua alma

Sem dor ou pranto para lhe atormentar
Só o amor e a esperança restariam
Um mundo inteiro começaria a brotar
Em frente aos olhos que antes sofriam

O Sol traria consigo toda a luz que se possa ver
Fazendo raiar um dia repleto de cores
Um dia para recomeçar a viver
Apagando de vez todas as dores.

terça-feira, outubro 19, 2010

Ouvindo Jeff cantar baixinho
E o computador a roncar
Vejo a vida passar devagarinho
Sinto minha cabeça latejar


Comprimidos, lâmina, punhal
Uma solução qualquer serviria
Para cessar essa dor infernal
Que me atormenta a cada dia


Uma vontade de não ser mais nada
E de ser tudo, ao mesmo tempo
De ser tragada pela madrugada
Virar fumaça misturada ao vento

quinta-feira, outubro 14, 2010

Borboleta encasulada
É crisálida, inerte e solitária
Engaiolada em si mesma
Na escuridão involuntária

Lagarta livre e rastejante
Foi deixada pelo trajeto
O que restou foi uma casca
E um coração inquieto

Em um lindo dia de Sol
E luz de imenso esplendor
Sua casca então se abrirá
Para seu espanto e louvor

Asas pesadas e úmidas
O vento poderá então secar
Espere então, paciente
Até que elas sirvam pra voar

É hora de aprumar as asas
E voar por toda a cidade
E viver só pra sentir
O doce sabor da liberdade

terça-feira, agosto 31, 2010

Meu corpo cansado estremece
Minha mente parece não aguentar
Essa dor que minha alma já conhece
Chega sem ter hora pra voltar

Perdi as crenças e ilusões
E não enxergo nada além do real
O que me resta são as canções
E este estranho vendaval

Uma dor que não tem começo
E que parece não ter fim
Às vezes até enlouqueço
E acho que foi feita pra mim

sexta-feira, agosto 13, 2010

Quero ser tua sereia
Ó, meu doce marinheiro
Te encontar em alto mar
E sacudir o teu veleiro

Entoar uma linda canção
E deixá-lo encantado
Sem chance de reação
Totalmente acorrentado

Te levarei ao fundo do mar
Aonde serás meu rei
Lá poderei te amar
Pra sempre sua eu serei

sexta-feira, junho 18, 2010

O rádio voltou a falar comigo
Não quero mais escutar
Já não faz mais nenhum sentido
O que ele tem pra me falar

Palavras fúteis e ruídos
Me deixam deveras perturbada
Sono e sonhos destruídos
Digo "Bom dia" à Madrugada!

Meus dedos doem ao escrever
E neles, o esmalte descascado
Já não quero mais te ver
Só te ter aqui do meu lado

terça-feira, junho 15, 2010

Ela continua no mesmo lugar
À espera do que não chegou
Procurando encontrar um olhar
E o ônibus que não passou

Seu café não chegou à mesa
Nem sua companhia pro jantar
Continua sozinha e presa
Sem ninguém para lhe soltar

Os ponteiros se arrastam devagar
E o mundo parece ter parado
As horas parecem nem passar
O dia é mais que demorado

A paciência, afinal, se esgotou
Não era mais possível fingir
O café, pelo visto, esfriou
E a companhia parece não existir.

terça-feira, abril 27, 2010

Alegres pessoas passeiam ao longe
Como fantasmas turvos e cinzentos
Passeando pelo horizonte flamejante
Sem fraquezas ou tormentos

Todos aqueles risos estridentes
Machucam-me os ouvidos e a alma
Nada parece fazer sentido agora
Vou perdendo a paz e a calma

Aquela velha dor está de volta
Aquela que sempre me invadia
Será que está apenas de passagem
Ou veio fazer de mim moradia?

Sempre o mesmo enredo
Sem avisar, meu mundo desaba
Oh, doce Jeff, só você sabe
Que isto nunca acaba, nunca acaba...

terça-feira, abril 06, 2010

De hoje em diante
A liberdade nos guiará
Viveremos como Sid e Nancy
Até o amor nos matar

Detentos do amor
E escravos da paixão
Algemados pela dor
Unidos pelo coração

Um táxi para o céu
Ou pra qualquer outro lugar
Além deste mundo fodido
Em que não deveríamos estar.

quinta-feira, dezembro 10, 2009

Chuva de lágrimas que não pára
Ventania de lembranças estúpidas
Trovões de medo e insegurança
Tornando as verdades translúcidas

Observo, amedrontada e aflita
Mas uma chama se acende em mim
O temor permanece, porém dividido
A uma vontade intensa, um desejo sem fim

Queria deixar-me derramar
Ou simplesmente virar fumaça
Misturar-me ao vento, à chuva
Pra ver se a vida pode ter mais graça

terça-feira, novembro 10, 2009


No fim da noite, existe algo
Um mistério, um calor
No fim da noite, existe alguém
Uma luz, um esplendor

Quando a noite termina
Uma nova vida começa
Um novo dia aparece
Devagarinho, sem pressa

A escuridão vai embora
E a paz nos domina
Todo o medo se esvai
Todo o sofrimento termina...

quarta-feira, outubro 28, 2009

Atormentada, perdida
Num labirinto de emoções

Prisioneira dessa vida
E de suas tribulações

Pra que lado devo ir?
Para onde devo andar?
Não sei como prosseguir
Esse terrível caminhar

Olhando para o céu
Vejo pássaros a voar
Embalados ao léu
Brincando sem parar

A liberdade é tão bela
E tão distante da minha vida
Presa, numa pequena cela
Observo sua partida...

quinta-feira, outubro 22, 2009

despida de pensamentos
com seu coração em mãos
repleta de sentimentos
cansada de anseio vãos

deitada num mar de espinhos
a machucarem seu corpo nu
desprovida de carinhos
suportando o destino cru

a vida agora é insípida
o mundo ficou incolor
a verdade aparece, ríspida
quando está longe de seu amor...